Eagle Eyes
   A beleza de ser um eterno aprendiz...

A música de Gonzaguinha inspira-nos a refletir sobre nossas vidas... Você acha que já aprendeu o bastante? É mestre, phd, doutor em alguma coisa e acha que o mundo está à seus pés? Conheci certa vez uma pessoa deste tipo, um phd de alguma coisa que se acha o dono do mundo... Ele costuma insultar as pessoas que não o tratam por doutor... Atendi a uma reclamação certa vez na casa deste senhor, ops desculpe, quis dizer, doutor, e não constatei diferença entre nós seres "despeagadeizados" e ele. Para dizer a verdade a reclamação do cara, ops... doutor era sem fundamento, e os funcionários que me levaram até o apartamento da "criatura divina" já me alertaram que o tal sujeito dava nó até em pingo d'água. Fiquei imaginando como deve ser duro "se achar", pois precisa-se sempre estar provando sua sabedoria e fazendo que os outros a engulam, sirva ela para que servir...

Eu penso diferente: cada qual tem o seu valor inestimável e é um ser único, imagine como seria nossas vidas se não existissem os lixeiros, os padeiros, os varredores de rua, enfim o que seria de nós se no mundo só existissem somente phds cheios de si???? Um inferno lhes garanto... Mas Deus, em sua infinita sabedoria deu ao homem o dom da HUMILDADE, que deve ser buscado sem cessar, faz bem para o coração, para a alma e para humanidade!!!

Um grande abraço!  



Escrito por Paty às 20h54
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Saudações queridos amigos... Essa é especial para os professores... Se trata de uma carta de um aluno que sempre estudou em escola pública... Vergonhoso e real.. não deixem de ler!

 Um grande abraço!

Tenho 17 anos, mas sinto uma vontade enorme de voltar a ter 6. Sim, porque durante onze anos fui iludido, "robado". Exatamente, "ro-ba-do". Pois é, estudei em escola pública! Confesso que durante o ensino fundamental não fui um aluno exemplar, pois meus pais nunca souberam como despertar em mim o interesse pelo estudo. Portanto até os 9 anos a minha vida foi assistir à Sessão da Tarde e, eventualmente, roçar meu pinto na televisão ao ver a Xuxa de minissaia no Xuxa Park.

A 5a série chegou e mudei de escola. O sistema de ensino modular vigente na nova escola, até então, cobrava mais dedicação do aluno, assim acabei despertando para o estudo. No 1o ano do ensino médio decidi que faria o necessário para estar entre os melhores da classe. E fiz. No último ano do ensino médio, esse esforço me rendeu uma bolsa de estudo num curso pré-vestibular particular. Foi aí que percebi o "robo" de que fui vítima.

Samuel Pinheiro Guimarães, em entrevista a esta mesma revista, em junho de 2001, define o ensino público desta forma :

"O indivíduo vai chegar no final e não terá o teste da realidade. Imagine uma competição em que, no salto em altura, se coloca uma placa a 80 centímetros do solo e escreve '2 metros'. O sujeito vem correndo e pula, pensa : 'Pulo 2 metros'. Mas não é verdade! É um equívoco, porque se modificam os processos de mensuração e se atribui àquilo um valor que não tem."

O meu teste de realidade foi o cursinho, foi lá que descobri que não pulava 2 metros. Um aluno que acabou a 3a série do ensino médio com 9 em Física, 9 em Química e 9 em Matemática não foi capaz de acompanhar as aulas dessas mesmas disciplinas no cursinho do qual foi bolsista.

A revolta foi tanta que resolvi abandonar o cursinho antes que cometesse um crime ou ficasse doente. Além dos 11 anos, a escola pública me "robô" o orgulho de ser bom aluno __ que agora sei que não passou de ilusão __ e o sonho que alimentei durante todo o ensino médio : passar no vestibular da Universidade de São Paulo e cursar Medicina, sem maltratar o meu pai e a sua aposentadoria, arduamente conquistada, com as mensalidades de um bom curso pré-vestibular. Ingênuo, não ?

O que mais me revolta é que muitos alunos já passaram por isso e muitos ainda passarão, e mesmo assim ninguém faz

coisa alguma. O desempenho da maioria dos alunos de escola pública no Enem é vergonhoso, e mesmo assim nenhuma medida séria é tomada. O imediatismo das cotas sempre prevalece. Quando acabei o ensino médio, tive vontade de matar todas as minhas professoras, mas, graças a Deus, percebi que a maioria delas também são vítimas, apesar de muitas não saberem. Na verdade, agora sinto pena das professoras! Porque elas podem encontrar pela frente um aluno que não tenha a mesma percepção que tive do problema e pagar por uma conta que não é delas.

E você, professor, faz seus alunos pularem 80 cm e eles pensam que pulam 2 m ?



Escrito por Paty às 12h55
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